Cruzando os reinos enfrentando os mais diversos rivais e
dormindo com as mais belas bruxas, trago hoje a prazerosa resenha do segundo
volume da Saga do Bruxo Geralt de Rívia, A Espada do Destino.
“Geralt de Rívia é um bruxo. Um
feiticeiro cheio de astúcia. Um matador impiedoso. Um assassino de sangue-frio,
treinado desde a infância para caçar e eliminar monstros. Seu único objetivo:
destruir as criaturas do mal que assolam o mundo. Um mundo fantástico criado
por Sapkowski com claras influências da mitologia eslava. Um mundo em que nem
todos os que parecem monstros são maus e nem todos os que parecem anjos são
bons...”
Para aqueles que não sabem do que se trata a resenha de hoje
aconselho a ler a que fiz sobre o primeiro livro da saga onde também apresentei
o autor da obra ;) (e sim, esse foi o melhor “resumo/sinopse que achei sobre o
livro na internet, decepcionante).
Aqui somos levados pelo fantástico Andrzej Sapkowski a mais
uma série de aventuras do agora por nós conhecidos, Geralt de Rívia.
Já começamos muito bem pela capa, assim como na anterior (e
ao que parece será o padrão para toda a série) temos a imagem de um dos
personagens mais recorrente na capa e dessa vez a escolhia foi a belíssima
feiticeira Yennefer de Vengerberg. Cá entre nós a modelo da capa não perde em
nada em como imaginava que séria ela no livro.
O Lobo Branco, ou Gwynbleidd como preferem os elfos, assim
como na obra anterior, terá sua história contado em diversas aventuras que não
seguem nenhum padrão temporal aparente assim como aconteceu no livro anterior.
Cada aventura separada em capítulos e com um nome que lhes dá base e
normalmente só entendemos o seu motivo bem depois do começo da leitura.
Neste livro conhecemos ainda mais sobre o vasto universo que
cerca o nosso herói. Entramos em contato com os fabulosos dragões aprendendo
como são essas criaturas no universo do livro (que são as minhas prediletas em
universos fantásticos ), com os ananicos (a tradução que a editora preferiu
para o clássico halfling e que não me agradou muito) e como tem boas diferenças
ao arquétipo clássico deles conferido pelos RPGs de mesa e ainda mais
diferentes dos hobbits no qual os halflings tem sua base.
Vemos também diversas outras criaturas como as sereias e seu
belíssimo idioma além de recebermos uma releitura bem interessante d’A Pequena
Sereia, mas aprendemos também sobre outros seres aquáticos bem mais perigosos e
mortais.
Conhecemos mais sobre os incríveis elfos que aqui são
guerreiros habilidosos e sanguinários vivendo o provável fim de seus dias
enquanto mais e mais impuros enchem sua sociedade e tendo alguns que encaram
isso com pesar enquanto outros se metem em guerras que vão muito mais além do
que eles.
Aprendemos ainda mais sobre o passado de Geralt e sua
relação com seu colega Jaskier e sua amada Yennefer além de outros personagens
que só aparecem por uma aventura, mas ainda assim são fascinantes e alguns tão
ricos em história que queremos mais aparições.
Vemos que os perigos que permeiam o mundo são muito maiores
do que meros monstros e vão muito mais além geograficamente falando. Conhecemos
um império de guerreiros prontos para destruir tudo no seu caminho e que apenas
conhecemos alguns de seus feitos e seu nome nesse livro. Aqueles que vêm de além
das montanhas. Os Negros. Nilfgaard.
E no final, os dois contos últimos contos são conectados e nos
ensinam não apenas o peso que o destino e uma promessa podem infligir a um
homem, mas também nos apresentam aquela que será a mais importante personagem
no futuro da série, Cirilla, ou apenas Ciri como prefere usualmente. A
Promessa. Aquela que está aqui para fechar um certo pacto realizado no primeiro
livro e dar a base da futura saga. E que tem um pesado destino em mãos.
Ainda enfrentamos o clássico problema que diversos livros da
WMF, as páginas brancas que não entende porque ainda utilizam. Não chega a ser
um problema tão grande que prejudique a leitura assim como os outros excelentes
livros da editora, mas para certos leitores é mais que gritante a diferença na
qualidade da leitura quando o papel é o clássico amarelado.
Para aqueles que já leram o primeiro livro e não gostaram
(se é que isso é possível) peço apenas para darem uma chance ao segundo. Vale
muito a pena.
E aos que já leram o primeiro e amaram assim como eu, leiam
o segundo agora. É mais do que uma mera continuação. Os fará se apaixonarem
ainda mais por esse tão incrível o universo que está para ser adaptado para um
dos jogos mais esperados de 2015, The Witcher III – Wild Hunt.
Capa/Diagramação: 8,5 (nota essa só prejudicada pelo papel
já que essa primeira categoria se refere a toda a parte interna do livro, as
originalidades em aspectos tipográficos e artes internas)
Enredo: 9,6
Enredo: 9,6
Personagens: 9,5
Média final: 9,2
Média final: 9,2

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